Bem vindos a Paraty

Vamos aproveitar esta oportunidade para simular uma visita a Paraty. Aqui estão algumas praias e ilhas de nossa baía por onde fazemos ótimos passeios. Veja as maravilhas que temos para desfrutar aqui, sem contar nas dezenas de cachoeiras e o Centro Histórico com casarões antigos e suas ruas cobertas de pedras desde a época dos escravos.
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Nascer do Sol

Nascer do Sol

Lagoa azul

Lagoa azul
Lagoa azul

Ilha do Mantimento

Ilha do Mantimento
Ilha do Mantimento

Cumprida Norte

Cumprida Norte
Cumprida Norte

Ilha Cumprida

RPM

RPM

Ilha da Pescaria

Ilha da Pescaria
Ilha da Pescaria

Salvador Moreira (área de nudismo)

Praia da Lula

Praia da Lula
Praia da Lula

Cachoeira do Tobogã

Cachoeira do Tobogã
Cachoeira do Tobogã

Cachoeira da Pedra Branca

Cachoeira da Pedra Branca
Cachoeira da Pedra Branca

Passeios Noturnos

Passeios Noturnos
Passeios Noturnos

Ilha da Cotia

Ilha da Cotia
Ilha da Cotia

Praia do Rosa

Praia do Rosa
Praia do Rosa

Ilha da Sapeca

Ilha da Sapeca
Ilha da Sapeca

Paraty

Bela cidade colonial,considerada Patrimônio Histórico Nacional, preserva até hoje os seus inúmeros encantos naturais e arquitetônicos.
Passear pelo Centro Histórico de Paraty é entrar em outra época, onde o caminhar é vagaroso devido às pedras "pés-de-moleque" de suas ruas. As construções de seus casarões e igrejas traduzem um estilo de época e os misteriosos símbolos maçônicos que enfeitam as suas paredes nos levam a imaginar como seria a vida no Brasil de antigamente. A proibição do tráfego de automóveis no Centro contribui para esta viagem pelo "Túnel do tempo".
A cidade foi fundada em 1667 em torno à Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, sua padroeira. Teve grande importância econômica devido aos engenhos de cana-de-açúcar (chegou a ter mais de 250), sendo considerada sinônimo de boa aguardente.
No século XVIII, destacou-se como importante porto por onde se escoava das Minas Gerais, o ouro e as pedras preciosas que embarcavam para Portugal. Porém, constantes investidas de piratas que se refugiavam em praias como Trindade, fizeram com que a rota do ouro fosse mudada, levando a cidade a um grande isolamento econômico.

Após a abertura da Estrada Paraty-Cunha,e principalmente, após a construção da Rodovia Rio-Santos na década de '70, Paraty torna-se pólo de turismo nacional e internacional, devido ao seu bom estado de conservação e graças às suas belezas naturais.
Em sua área encontram-se o Parque Nacional da Serra da Bocaina, a Área de Proteção Ambiental do Cairuçú, onde está a Vila da Trindade, a Reserva da Joatinga, e ainda, faz limite com o Parque Estadual da Serra do Mar. Ou seja, é Mata Atlântica por todo lado.


fonte: www.paraty.com.br














PARATY: CIDADE HISTÓRICA, MONUMENTO NACIONAL



DE ENTREPOSTO COMERCIAL A MONUMENTO NACIONAL


A data de fundação de Paraty diverge de historiador para historiador. Uns falam que em 1540/1560 já havia um núcleo devotado a São Roque no Morro da Vila Velha (hoje Morro do Forte ); outros, de 1597, quando Martim Correa de Sá empreende uma expedição contra os índios guaianás do

Vale do Paraíba; alguns outros, de 1600, quando havia um povoamento de paulistas da Capitania de São Vicente; e alguns mais, 1606, quando da chegada dos primeiros sesmeiros da Capitania de Itanhahém - que, acredita-se, venha a ser a origem do povoamento como, grosso modo, foi o sistema de Capitanias Hereditárias a base da exploração dos bens naturais, defesa e fixação do homem à terra no Brasil.


Monsenhor José de Souza Azevedo Pizarro e Araújo, no livro Memórias Históricas do Rio de Janeiro e Províncias Anexas à Jurisdição do Vice-Reino do Estado do Brasil assinalou que a fundação da cidade teria ocorrido "lá pelos annos de 1600 e tantos".


De todo modo, pode-se afirmar que, no início do século XVII, além dos índios guaianases, já havia um crescente grupo de "paratianos" estabelecidos por aqui.


Por volta de 1640 o núcleo chamado Paratii foi transferido para onde hoje se situa o centro histórico, em "légoa e meia de terra entre os rios Paratiguaçu (hoje Perequê-Açú) e Patitiba", doadas por Maria Jácome de Mello. Esta, ao fazer a doação, teria imposto duas

condições: que a nova capela fosse feita em devoção a Nossa Senhora dos Remédios e se guardasse a segurança dos gentios guaianases. Só a primeira condição foi respeitada, diga-se de passagem.


Em 1660, o florescente povoado se rebela, exigindo a separação de Angra dos Reis e elevação à categoria de Vila. Surgia em 1667 a Villa de Nossa Senhora dos Remédios de Paratii. Convém salientar que Paraty foi a primeira cidade brasileira a ter sua autonomia política decidida por escolha popular.


Paraty torna-se um razoável entreposto comercial e seu desenvolvimento deveu-se à sua posição estratégica, no fundo da baía da Ilha Grande; ao caminho terrestre que partia de Paraty, seguia por Guaratinguetá, passava pela Freguesia da Piedade (atual Lorena), vencia a Garganta do Embu e chegava a Minas Gerais: era o chamado "Caminho do Ouro da Piedade"; e ao seu porto, que chegou a ser o segundo mais importante do país.


No ano da independência, por exemplo, constatou-se a passagem pela cidade de 160.914 "cabeças de homens e animais": eram riquezas das Gerais, no começo, e, posteriormente o café do Vale do Paraíba sendo embarcados para a Europa, na medida em que escravos, especiarias e sobretudo o luxo europeu chegavam para os Barões do Café,

subindo o antigo Caminho do Ouro da Piedade, usado antes da colonização pelos índios guaianases que vinham de Guaratinguetá para pesca e o preparo da farinha de peixe. É Frei Agostinho de Santa Maria que, no Santuário Mariano e Histórico, de 1729, escreve sobre a importância de Paraty: "...que dista do Rio de Janearo quarenta légoas... mas virá a ser muyto populosa pelo muyto trato & commercio, que nella há ... porque he o porto do mar, onde acode a gente de todas aquellas Villas do Certão, como são a de Guaratingitá, e de Pendà, Munhangába, Thaubathé & Jacarehy ... a buscar o necessario como he o sal, o azeyte & vinho, & tudo o mais".


Decaindo a extração e exportação do





ouro, em meados do século XVIII, Paraty vai perdendo importância.


Com o Ciclo do Café, a partir do século XIX, a cidade revive, temporariamente, seus prósperos dias de glórias coloniais.


Em 1870, devido à abertura de um novo caminho - desta feita, ferroviário - entre Rio e São Paulo, através do Vale do Paraíba, a antiga trilha de burros pela serra do Mar perdeu sua função, afetando de forma intensa a atividade econômica de Paraty como um todo.


Um segundo fator de decadência do comércio e da cidade foi a Abolição em 1888, causando um êxodo tal que, dos 16.000 habitantes existentes em 1851, restaram, no final do século XIX, apenas "600 velhos, mulheres e crianças" isolando Paraty definitivamente do país por décadas.


Enquanto abriam-se estradas pelo resto do país, continuava se chegando a Paraty como na época Colonial:

de barco, vindo de Angra dos Reis; ou, a partir de 1950, por terra, via Cunha, em estrada que só comportava movimento quando não chovia e que aproveitava em parte o trecho da velha estrada do ouro e do café.


Nem mesmo a tentativa de se construir uma estrada de ferro entre Paraty e Guaratinguetá, na primeira década do século XX, deu certo.


Este isolamento involuntário foi, paradoxalmente, o que preservou não só a estrutura arquitetônica urbana da cidade como também seus usos e costumes.


Com a abertura da BR 101 (Rio-Santos) no início dos anos 80, Paraty recebe um novo impulso. Como nas fases anteriores de "ocupação", no ouro ou no café, um novo ciclo veio dominar e explorar a cidade: o turismo, desta feita potencializado no seu conjunto paisagístico/arquitetônico, nas áreas florestadas, nas 65 ilhas e nas mais de 300 praias da região.


Paraty foi considerada Patrimônio Estadual em 1945, tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1958 e finalmente convertida em Monumento Nacional em 1966.


PARATY - CIDADE HISTÓRICA MONUMENTO NACIONAL

É uma publicação da Assessoria de Comunicação da Secretaria de Turismo e Cultura de Paraty.


BIBLIOGRAFIA

Bastide, Roger e Fernandes, Florestan. Brancos e Negros em São Paulo Cia. Editora Nacional. 1959.

Bastide, Roger. Estudos Afro-Brasileiros . Editora Perspectiva.

Câmara Cascudo, Luiz da. Dicionário do Folclore Brasileiro. Instituto Nacional do Livro. 1962.

Costa, Lúcio. Projeto Arquitetônico de Paraty in Tricentenário de Paraty.

Freyre, Gilberto. Carnaval. Grandes Acontecimentos da História. Revista nº 9. 1974.

Gurgel, Heitor e Amaral, Edelweiss. Paraty, Caminho do Ouro. Livraria São José.1973.

Maia, Thereza Regina de Camargo. Paraty, Religião & Folclore. Cia. Editora Nacional. 1974.

Mello, Diuner José. Paraty - Notas Históricas. Instituto Histórico e Artístico de Paraty. 1994.

Mello, Diuner José. Roteiro do Visitante. Informativo Turístico e Cultural. Paraty,1976.

Mello e Souza, Marina. Paraty - A Cidade e Suas Festas. Ed. Tempo Brasileiro.












fonte: www.paraty.com.br