Bem vindos a Paraty

Vamos aproveitar esta oportunidade para simular uma visita a Paraty. Aqui estão algumas praias e ilhas de nossa baía por onde fazemos ótimos passeios. Veja as maravilhas que temos para desfrutar aqui, sem contar nas dezenas de cachoeiras e o Centro Histórico com casarões antigos e suas ruas cobertas de pedras desde a época dos escravos.
Agora não perca mais tempo e faça uma reserva em Paraty, temos as melhores opções de hospedagens para você.


Nascer do Sol

Nascer do Sol

Lagoa azul

Lagoa azul
Lagoa azul

Ilha do Mantimento

Ilha do Mantimento
Ilha do Mantimento


Cumprida Norte

Cumprida Norte
Cumprida Norte

Ilha Cumprida



RPM

RPM

Ilha da Pescaria

Ilha da Pescaria
Ilha da Pescaria

Salvador Moreira (área de nudismo)

Praia da Lula

Praia da Lula
Praia da Lula

Cachoeira do Tobogã

Cachoeira do Tobogã
Cachoeira do Tobogã

Cachoeira da Pedra Branca

Cachoeira da Pedra Branca
Cachoeira da Pedra Branca

Passeios Noturnos

Passeios Noturnos
Passeios Noturnos

Ilha da Cotia

Ilha da Cotia
Ilha da Cotia

Praia do Rosa

Praia do Rosa
Praia do Rosa

Ilha da Sapeca

Ilha da Sapeca
Ilha da Sapeca

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Programação FLIP 2010

Quarta-feira, 04 de Agosto

19h - Abertura

Casa-grande e Senzala: um livro perene
Fernando Henrique Cardoso
Debatedor: Luiz Felipe de Alencastro

Na mesa que abre a Flip 2010, o sociólogo Fernando Henrique Cardoso, autor do prefácio da edição mais recente de Casa-grande & senzala e um dos principais intérpretes de Gilberto Freyre no Brasil, fala sobre as contradições que estão na origem dessa obra seminal do pensamento brasileiro. A seu lado, o historiador Luiz Felipe de Alencastro, um dos maiores conhecedores da escravidão no Brasil, comenta a palestra com ênfase na figura do negro, tal como abordada no clássico de Freyre.


21h30 - Show de abertura

Edu Lobo
Renata Rosa
Com Marcelo Jeneci e Quarteto de Cordas da Academia da Osesp
Direção artística: Arthur Nestrovski

Quinta-feira, 05 de Agosto

10h - Mesa 1

Ao correr da pena
Bertthold Zilly
Moacyr Scliar
Ricardo Benzaquen
Edson Nery da Fonseca
Mediação: Ángel Gurría-Quintana

“A escrita é meu veículo. Vaidosamente ou não, considero-me um escritor literário, com uma forma literária de expressão”, declarou Freyre certa vez. Parte significativa da crítica concorda: há consenso de que não há pensador social no Brasil que seja páreo para Freyre no quesito qualidade da escrita. Para analisar esse aspecto decisivo de sua obra, o ficcionista Scliar, o crítico literário Edson Nery e o historiador Benzaquen se juntam em Paraty.


12h - Mesa 2

De frente pro crime
Patrícia Melo
Lionel Shriver

Lionel Shriver correu o mundo com seu Precisamos falar sobre o Kevin, romance de investigação psicológica sobre uma família que tenta compreender as motivações de um filho genocida. Na prosa contemporânea brasileira, poucos autores dominam o suspense psicológico como Patrícia Melo. Sobre este e outros pontos em comuns deve girar a conversa das duas em Paraty.


15h - Mesa 3

Fábula Contemporâneas
Reinaldo Moraes
Ronaldo Coreia de Brito
Beatriz Bracher
Mediação: Cristiane Costa

Moraes fala do universo underground paulistano e da rotina de abusos, drogas e álcool de personagens desregrados. Brito cria um sertão mítico com ecos de parábolas bíblicas. Bracher brinca com o idioma e escreve contos intimistas. O que aproxima três vozes tão distintas? O fato de figurarem entre as mais densas e originais da literatura brasileira. Isso basta para justificar a conversa que travam em Paraty.


17h15 - Mesa 4

Veias abertas
Isabel Allende
Mediação: Humberto Werneck

Isabel Allende é um sucesso estrondoso de público. Desde A casa dos espíritos, de 1982, foram mais de 56 milhões de livros vendidos em trinta idiomas. Ao lado de Gabriel García Márquez, Mario Vargas Llosa e Carlos Fuentes, é um dos nomes mais bem-sucedidos da literatura latino-americana e um ícone do “realismo mágico”, que tanto marcou a prosa criada no continente desde os anos 1970. É sobre essa trajetória singular que ela conversa com o jornalista e veterano da Flip Humberto Werneck.


19h30 - Mesa 5

O livro: capítulo 1
Peter Burke
Robert Darnton
Mediação: Lilia Schwarcz

“O segundo livro publicado na imprensa de Gutenberg era sobre a morte do mercado editorial”, diz uma piada corrente no meio literário. Na primeira das duas mesas dedicadas ao destino do livro este ano em Paraty, dois dos mais respeitados historiadores da atualidade, ambos especialistas em história da leitura e da mídia, mostram como essa discussão remonta aos primórdios da era moderna e está longe de se resumir a Ipads, Kindles e outras novidades tecnológicas.


Sexta-feira, 06 de Agosto

10h - Mesa 6

O livro: capítulo 2
Robert Darnton
John Makinson
Mediação: Cristiane Costa

Nenhum autor contemporâneo foi tão fundo no estudo sobre o futuro do livro quanto o historiador Robert Darnton. Diretor da biblioteca de Harvard, ele acompanhou de perto as negociações com o Google para a digitalização de todo o acervo da universidade e registrou as implicações da proposta numa série de artigos recém-lançados em livro no Brasil. John Makinson é o CEO da editora Penguin e está na vanguarda do processo de transformação por que passa o mercado editorial em todo o mundo. Os destinos da palavra escrita são o ponto de partida da conversa de que participam em Paraty.


12h - Mesa 7

Além da Casa-grande
Alberto Costa e Silva
Maria Lúcia Pallares-Burke
Ângela Alonso
Mediação: Lilia Schwarcz

Apesar de muito vasta, a obra de Gilberto Freyre costuma ser lembrada apenas por Casa-grande & senzala e Sobrados e mucambos. A proposta desta mesa é examinar a obra de Gilberto Freyre para além de seus livros mais famosos. Nordeste será o tema do africanista Alberto Costa e Silva. A historiadora Maria Lúcia Pallares-Burke fala sobre Ingleses no Brasil. E a socióloga Ângela Alonso discorre sobre Ordem e progresso.


15h - Mesa 8

Chá pós-colonial
William Boyd
Pauline Melville
Mediação: Ángel Gurría-Quintana

Tanto William Boyd como Pauline Melville são associados a um tipo de literatura que se convencionou chamar “pós-colonial”. O rótulo é vasto e decerto não exprime com precisão a particularidade do trabalho dos escritores a ele associados. Mas vale para autores que examinam, por meio da ficção, o destino de países que foram colônias num passado próximo o suficiente para que as cicatrizes da exploração ainda se façam notar. É o caso dos dois, que encontram nesse tema um ponto de partida para a conversa que travam em Paraty.


17h15 - Mesa 9

Promessas de um velho mundo
A.B. Yehoshua
Azar Nafisi
Mediação: Moacyr Scliar

Yehoshua é um dos grandes nomes da prosa de Israel, ao lado de Amós Oz e David Grossman. Como os colegas, é voz ativa no debate sobre o processo de paz no Oriente Médio. Azar Nafisi é o grande nome da literatura iraniana, país cujo regime teocrático critica de forma feroz em seu trabalho. Nesta mesa, os autores dão testemunho sobre o papel da literatura como caminho para um diálogo entre as culturas em conflito.


19h30 - Mesa 10

Em nome do filho
Salman Rushdie

A obra mais recente de Salman Rushdie, Luka e o fogo da vida, terá lançamento mundial durante a Flip. Mas a conversa não se restringe ao assunto do livro, uma fábula para jovens da mesma linhagem de seu celebrado Haroun e o mar de histórias (1998). A ocasião também serve para Rushdie falar de sua condição de autor-síntese da literatura multicultural e de sua visão sobre temas políticos contemporâneos, dos quais se tornou parte ao se ver condenado à morte pelo regime iraniano, em 1989.


Sábado, 07 de Agosto

10h - Mesa 11

Andar com fé
Terry Eagleton

Além de um dos mais influentes críticos literários em atividade, o britânico Terry Eagleton é autor de um livro recente que polemiza com Richard Dawkins, convidado da Flip de 2009. Eagleton argumenta que o ateísmo pregado por cientistas como Dawkins se baseia numa concepção simplista e equivocada de religião. A obra gerou grande polêmica, e é sobre ela que Eagleton fala em Paraty.


12h - Mesa 12

Albany, Nova York e outras aldeias
Colum McCann
William Kennedy
Mediação: Ángel Gurría-Quintana

O irlandês Colum McCann ganhou o National Book Award por seu último livro, um painel da comunidade imigrante irlandesa em Nova York nos anos 1970. Nos sete livros de seu “ciclo de Albany”, o americano William Kennedy faz da pequena cidade um microcosmo da sociedade norte-americana. Nos dois casos, a cidade se apresenta como personagem central e suscita a questão que deve nortear a conversa dos dois em Paraty: falar da própria aldeia é de fato o caminho mais curto para ser universal?


15h - Mesa 13

Tabacaria
Antonio Tabucchi
Mediação: Samuel Titan Jr.

Antonio Tabucchi é mais que um dos principais nomes da literatura italiana. É também um grande conhecedor da obra de Fernando Pessoa, que figura como personagem em boa parte de seus livros. A essas duas facetas soma-se a de intelectual público: Tabucchi é perseguido pelo governo italiano por ter cobrado explicações do presidente do Senado, apoiador de Silvio Berlusconi, sobre suas relações com grupos mafiosos. Nessa conversa em Paraty, ele fala sobre todos esses lados de sua prolífica carreira.


17h15 - Mesa 14

A origem do universo
Robert Crumb
Gilbert Shelton
Mediação: Angeli

Mesmo com diversos nomes estelares da literatura mundial no currículo, a Flip raras vezes pôde trazer aos palcos de Paraty uma lenda viva. Esta mesa é uma dessas vezes: num evento para entrar nos anais da cultura brasileira, o mais influente artista de quadrinhos de todos os tempos e ícone da contracultura passa em revista sua carreira, com destaque para o último trabalho: uma versão em quadrinhos do Gênesis. A seu lado, o não menos carismático Gilbert Shelton, que forma com ele a dupla perfeita para falar da história dos quadrinhos contemporâneos e do underground americano.


19h30 - Mesa 15

O som e o sentido
Lou Reed
Mediação: Arthur Dapieve

Lou Reed já se definiu, não sem autoironia, como o “Dostoievski do rock”. Membro de uma linhagem de compositores populares da América do Norte fortemente influenciados pela literatura, tais como Leonard Cohen e Bob Dylan, Reed fala nessa entrevista sobre os limites entre arte e contestação, letra e poesia, alta cultura e rock’n’roll.


Domingo, 08 de Agosto

9h30 - Mesa Zé Kléber

11h45 - Mesa 16

Gilberto Freyre e o século 21
José de Souza Martins
Peter Burke
Hermano Vianna

Na mesa que encerra a homenagem a Gilberto Freyre, três de seus maiores intérpretes analisam a atualidade da obra do sociólogo. Herdeiro da tradição uspiana, José de Souza Martins explica por que Freyre tornou-se um clássico incontornável. Um dos maiores praticantes da história das mentalidades no mundo, Burke analisa o pioneirismo de Freyre nesse segmento. E o antropólogo Hermano Vianna discute a questão da miscigenação e da identidade nacional na obra do autor pernambucano.


14h30 - Mesa 17

Cartas, diários e outras subversões
Wendy Guerra
Carola Saavedra
Mediação: João Paulo Cuenca

A cubana Wendy Guerra faz dos diários uma ferramenta ficcional importante para dar conta de sua experiência e das contradições que marcam a história política de seu país. Carola Saavedra valeu-se de cartas para compor alguns de seus livros, que fizeram dela uma grata surpresa da literatura brasileira nos últimos anos. A diferença é que Carola escreve numa democracia onde a liberdade de expressão é respeitada; os livros de Wendy, nunca é demais lembrar, estão proibidos de circular pela ditadura cubana.


16h30 - Mesa 18

Nacional, estrangeiro
Benjamin Moser
Berthold Zilly

Tanto para o americano Benjamin Moser, biógrafo de Clarice Lispector, como para o tradutor alemão Berthold Zilly, o Brasil é uma referência decisiva. Ambos se aproximaram da cultura brasileira de forma casual, mas se transformaram em grandes intérpretes da literatura produzida no Brasil. A visão desses dois autores é uma síntese do papel ambíguo ocupado pela literatura brasileira no exterior, tema dessa conversa de que participam em Paraty.


18h15 - Mesa 19

Livro de cabeceira
Convidados da Flip lêem trechos de seus livros prediletos

quarta-feira, 16 de junho de 2010

FLIP 2010

Fernando Henrique Cardoso abre a Flip em agosto


Fernando Henrique Cardoso vai abrir a 8ª Festa Literária Internacional de Paraty, entre os dias 4 e 8 de agosto (quinta a domingo). O sociólogo é autor do prefácio mais recente de Casa Grande & Senzala e de diversos textos sobre a obra do homenageado Gilberto Freire.

Além do ex-presidente da República já estão confirmados: o inglês Terry Eagleton, o irlandês Colum McCann, o britânico William Boyd, o indiano Salman Rushdie, o israelense Abraham B. Yehoshua, a iraniana Azar Nafisi e a americana Lionel Shriver.

A programação da festa, que atrai turistas do mundo inteiro, terá ainda mesas de conversas informais com grandes autores, escritores, cineastas, artistas plásticos e jornalistas. E mais, tenda dos autores, tenda do telão e atividades artísticas.

Junto com a Flip, será realizada a Flipinha, voltada ao público infanto juvenil e a Flipzona, para os jovens.
Fonte: Assessoria de Comunicação


terça-feira, 15 de junho de 2010

Lula o Filho do Brasil

1945, sertão de Pernambuco. Menos de um mês depois da partida do marido Aristides para tentar a vida em São Paulo com uma moça bem mais nova, Dona Lindu dá a luz ao seu sétimo filho, Luiz Inácio da Silva, que logo ganha o apelido de "Lula". Sozinha, Dona Lindu, uma mulher simples e de rígidos valores morais, enfrenta as dificuldades sem se queixar.


Durante a seca de 1952, a pior da história do Nordeste, a família recebe uma carta de Aristides, chamando mulher e filhos para viverem a seu lado em São Paulo. Dona Lindu vende tudo o que tem e parte com os filhos, sem saber de que se tratava de uma carta falsa: cansado de apanhar do pai, Jaime forjara uma carta convocando a família. Na verdade, Aristides queria distância da primeira mulher e de seus sete filhos.


A viagem em pau-de-arara do sertão até Santos dura 13 dias e 13 noites. Durante o longo percurso, Lula testemunhou situações de grande miséria e crueldade, e também a integridade e compaixão da mãe.


Santos foi a primeira parada da família, onde Aristides vivia com outra mulher e sobrevivia como estivador. Dona Lindu e seus filhos viviam em condições precárias, agravadas pela crescente violência do pai que passou a beber cada vez mais. Dona Lindu insistia para que os meninos estudassem, enquanto o pai proibia esse 'luxo': "Filho de pobre tem que trabalhar e não estudar" dizia. O pequeno Lula ia à escola, vendia frutas na rua e confrontava o pai. Um dia Dona Lindu toma uma atitude audaciosa: abandona o marido e vai para São Paulo em busca de uma vida melhor para os filhos.


Em 1963, Lula oferece uma enorme felicidade à mãe: conclui o curso profissionalizante do SENAI. Como todo jovem de sua idade, vai ao cinema, bailes, e passa a namorar Lurdes, irmã de Lambari, seu melhor amigo.


Uma nova mudança leva os Silva para o ABC paulista. Lula passa a exercer a profissão de torneiro-mecânico da indústria automobilística. O casamento com Lurdes e uma casinha modesta pareciam selar um final feliz para o jovem migrante. A mãe envelhecia e via seus filhos cumprirem seu lema - nenhum deles saiu da trilha: Vavá, Ziza, e Lula tornaram-se operários qualificados, Zé Cuia motorista, Jaime continuou estivador. Marinete, Maria e Sebastiana casaram-se. A felicidade de Lula, no entanto, sofreu um golpe trágico: por falta de assistência médica, ele perde a mulher, grávida de nove meses, e o filho.


Sempre apoiado pela mãe, Lula demora a se recuperar. Volta-se cada vez mais para a militância sindical, que a princípio rejeitou. Em mais um lance do destino, um motorista de táxi lhe fala da nora, Marisa Letícia, uma jovem viúva, com um filho. Pouco depois, no Sindicato, conhece Marisa Letícia, que seria sua segunda mulher, com quem teria quatro filhos.


Na década de 70, o percurso de Lula passa por profundas transformações pessoais e profissionais. Como líder sindical ele emerge como uma força política renovadora. Dona Lindu estava certa quando batia na cabeça do menino e dizia: "Este aqui vai ser gente. Vai ter uma profissão".


"Lula, o Filho do Brasil" conta a saga da família Silva, uma saga igual a de tantas outras famílias Silva do Brasil.

www.lulaofilhodobrasil.com.br

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Procissão do Fogaréu em Paraty

Foto de ArquivoTradição, religiosidade e emoção pelas ruas de Paraty. A Procissão do Fogaréu, realizada todos os anos nas ruas da cidade histórica, reúne fiéis de várias partes do país, na noite da Quinta-feira Santa.

Num belo jogo de luzes e cores, apenas em Paraty e Goiás Velho, Goiás, a festa é comemorada. Passeando pelas ruas de pedra e os casarios antigos, o cortejo encena a busca por Cristo na noite de sua morte.

Os participantes vão a caráter, trajes típicos e carregando lanternas feitas de bambu. Representam os soldados romanos, que a mando do Imperador Pilatos, caçavam Jesus para protagonizar um dos principais momentos da sociedade ocidental: a crucificação do Filho de Deus.

Foto de ArquivoAs luzes dos postes são apagadas para completarem o cenário. As matracas ficam responsáveis pelo som, que acabaram substituindo o sino por questão teológica – o sino representa júbilo, alegria, o que na Sexta-feira Santa é omitido pela Igreja.

O trajeto das ruas de Paraty começa à meia-noite da Quinta-feira Santa, 10. Saindo da Igreja Matriz, os fiéis passarão pela Igreja do Rosário, Capelinha e Igreja de Santa Rita.

Semana Santa Paraty-RJ

Paraty - Semana Santa 2010

Procissão do Enterro

DE 28 DE MARÇO A 04 DE ABRIL DE 2010


Desde seus primórdios que Paraty é uma cidade tradicionalmente católica, organizando e festejando anualmente cerca de 23 festas de cunho religioso, sendo as mais importantes a Festa do Divino, a festa e procissão marítima de São Pedro, a Festa de Santa Rita, a Festa de N.S.dos Remédios - Padroeira da Cidade - e a Semana Santa. Esta última, neste ano de 2010, será comemorada no período de 28 de Março a 04 de abril.

Comemorações da Semana Santa na cidade histórica de Paraty mantêm tradições que datam dos séculos XVII e XVIII, ocasião em que podem ser admiradas imagens e peças sacras com mais de 300 anos de existência. Essas peças, que se encontram sob a tutela do IPHAN-Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, ficam guardadas todo o ano no cofre do Museu de Arte Sacra de Paraty, na igreja de Santa Rita.

Todas as procissões e celebrações da Semana Santa são, até hoje, preservadas, tanto pela paróquia quanto pelo povo paratiense. Na verdade, algumas delas foram adaptadas – como, por exemplo, a Procissão do Encontro – que era realizada uma semana antes e, atualmente, acontece na própria Sexta-Feira. Seis peças de valor histórico-arquitetônico incalculável podem ser vistas na Sexta-Feira Santa em Paraty: os Passos da Paixão, abertos apenas uma vez por ano.


Os Passos são pequenos altares embutidos em paredes de sobrados, casas e igrejas representando os principais momentos da Paixão de Cristo, tradição que veio de Portugal ainda no Brasil Colônia, tendo sido construídos passos em diversas cidades além de Paraty, como Tiradentes, Ouro Preto, Congonhas e São João del Rey, todas em Minas Gerais. Restaram seis Passos em Paraty, restaurados, sendo três na rua do Comércio, dois na rua Dona Geralda e um na lateral da igreja de Santa Rita.

Um dos pontos altos da Semana Santa em Paraty é a Procissão do Fogaréu (ou da Prisão) da qual, no início, somente homens participavam, sendo as mulheres proibidas até de vê-la pelas janelas. Dessa procissão, reativada na década de 70 por um grupo de jovens paratienses, participava a figura do Centurião, que ia à frente do andor tocando uma corneta quando chegava à frente das igrejas. O Fogaréu, que inicia à meia noite de Quinta-Feira, 01 de abril, simboliza a prisão de Cristo. Nessa procissão secular os fiéis saem pelas ruas de pedras do Centro Histórico portando fifós (tochas), com as luzes dos postes apagadas e ao som incessante de matracas - o que nos transporta a outros tempos. As matracas vieram substituir os sinos que, por serem motivo de júbilo, silenciam na Quinta-Feira Santa e só voltam a tocar no Domingo de Páscoa.

É curioso notar durante a procissão que, em fila, os fiéis entram pelas laterais saindo pela porta principal de todas as igrejas do Centro Histórico. São duas explicações para este fato: uma litúrgica e uma popular. A versão litúrgica trata da indulgência plenária – o perdão dos pecados sem a confissão; e a popular estipula que a procissão do Fogaréu é uma dramatização dos passos de Cristo, isto é, as igrejas representam os lugares por onde Cristo teria passado após a prisão: Anás, Caifás, Herodes, Pilatos e presos nunca entram pela porta da frente.

Além de Paraty, uma das poucas cidades onde ainda se mantém viva a tradição do Fogaréu – embora realizada de maneira distinta, sobretudo nos figurinos - é na cidade de Goiás Velho, em Goiás, agraciada pela Unesco com o título de Patrimônio da Humanidade.

Imagens sacras de valor incalculável podem ser admiradas durante as procissões da Semana Santa em Paraty: o Senhor dos Passos, do século XVIII, em tamanho natural, com braços articulados; o Cristo Crucificado, também em tamanho natural, usado na cena do Calvário, arte espanhola do século XVIII; a Nossa Senhora da Soledade, que sai na Procissão do Enterro, de 1.80m de altura e origem também espanhola, muito provavelmente do oitocentos; e o Senhor da Cana Verde e a N.S. das Dores, ambas igualmente do século XVIII, chamadas peças "de roca", isto é, figuras que possuem apenas a cabeça, os braços e os pés, muito comuns em Minas Gerais.

Durante as procissões da Semana Santa em Paraty podem ser vistas outras peças raras feitas em madeira, como o esquife do Senhor Morto, ou de prata ricamente lavrada, como as lanternas e o Pálio da Procissão do Enterro, entre outras.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Índios em paraty

Em Paraty existem duas reservas tupi-guaranis: a de Arapongas na Vila do Patrimônio (223,61 hectares e 32 Índios) e a Aldeia de Paraty-Mirim (79,19 hectares e 93 índios).
Ambas estão ligadas com a Aldeia de Bracuhy (2106 hectares e 300 índios) em Angra dos Reis. No Brasil, o território ocupado pela nação tupi se distribui pelo sul e sudeste e alguns pontos do Mato Grosso do Sul, onde vivem seus 3 grandes grupos: Kaiová, Xiripá e Mbyá. Os Mbyá, por sua vez, vivem no sul e no litoral entre o Rio Grande do Sul e Espírito Santo.
Esse grupo se autodenomina "Nhandeva" que significa na linguagem tupi "nossa gente" ou "verdadeira pessoa guarani".

Os guaranis Mbyá desenvolveram varias estratégias para conservar suas tradições culturais e religiosas, garantindo sua multiplicação enquanto povo e etnia.
O contato sistemático que mantém com os brancos desde o inicio da colonização criou mecanismos específicos para manter suas tradições, usos e costumes, dando origem a um complexo sistema de auto-preservação.
As alianças e a reciprocidade dos grupos familiares, pertencentes as diversas aldeias, sustentam e garantem a mobilidade social necessária a reprodução física e cultural da sociedade Mbyá, em cuja concepção de espaço e território, todas as aldeias estão interligadas como se ocupassem uma mesma superfície comum.
Dentro desse contexto, a preservação de cada aldeia, independente da área e da população residente, e fundamental para manter a dinâmica dessas relações.
Embora tenham sofrido um confisco gradativo do seu espaço físico, exigido pelos brancos para expansão agro-pastoril, conseguiram manter as aldeias como unidades estratégicas e vitais que permitem garantir sua presença junto a Serra do Mar.

Do Centro de Trabalho Indigenista (CTI) e uma Organização Não Governamental criada em 1979 por antropólogos e indigentes- tas com o objetivo de oferecer alternativas concretas a populações indígenas. Possui sede em São Paulo, a rua Fidalga, 548 sala 13 CEP: 05432-000, onde se encontra a disposição dos interessados em colaborar com seus objetivos.

Igreja de Nossa Senhora da Conceição


A Igreja de Nossa Senhora da Conceição começou a ser construída em 1720. Mais tarde foi reedificada, sendo concluída em 1746. Ao seu lado, uma casa que fazia parte do conjunto arquitetônico da Fazenda de Paraty-Mirim.
Construído em pedra e cal, o templo apresenta linhas simples.
Na sua fachada, com duas janelas no coro e porta com moldura em cantaria, destaca-se o nicho destinado ao sino, junto a um dos cunhais.
O interior é singelo. O retábulo, com seu dossel e sanefas recortadas na madeira, guarda semelhança com os Passos da Paixão de Paraty.

No alto, a silhueta de um par de anjos.
Localização O acesso à vila é feito por estrada de terra (8 km), a partir da rodovia Rio-Santos, a 9km do trevo de Paraty.